segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ricardo Noblat - Cadê meu panetone?

Enquanto a imprensa local sofre para escrever sobre a Caixa de Pandora, vamos com a coluna do Noblat de hoje no O Globo.


Ricardo Noblat

- Pois é... Arruda, agora, vai comer o panetone que o Diabo amassou. (De Túlio Otoni, jornalista mineiro, em seu twitter)

Cadê meu panetone?

Pouco importa o que venha a fazer o governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal. Pode ficar no cargo para evitar o risco de ser preso. Pode pedir licença. Se renunciar ao mandato tanto pior. Mas uma coisa é certa: o plano de se reeleger foi engolido pelo mensalão embolsado por ele e sua turma. Não tem pão? Vá comer panetone.

Esse, sim, é um mensalão digno de ser encarado como tal e tratado com deferência. Perto do mensalão de Arruda, o do PT denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) não passou de um mensalinho. É razoável supor que o mensalão do PT movimentou mais grana. Ocorre que ele era federal. O novo mensalão é distrital. De resto, vista de longe, Brasília se limita à Esplanada dos Ministérios.

É por isso que a maioria dos brasileiros não dá bola para o que se passa dentro das quatro linhas da política brasiliense. A imprensa de fora só raramente – embora muitos dos seus jornalistas vivam aqui. Esqueça a imprensa local. O DNA dela é governista. No último sábado, por exemplo, os dois principais jornais da cidade operaram o prodígio de noticiar o mensalão de Arruda livrando a cara de... De quem mesmo? De Arruda.

A imagem inaugural do mensalão do PT foi aquela do funcionário da empresa Correios & Telégrafos recebendo uma gorjeta de R$ 3 mil. A do mensalão do DEM foi a do governador recebendo uma gorda quantia de dinheiro. A gorjeta foi paga por um ex-bicheiro interessado em fazer negócios com o Correios. O dinheiro foi entregue a Arruda pelo seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.

Não há um único depoimento que incrimine Lula ou o vice-presidente José Alencar na denúncia aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra os mensaleiros do PT. Fita de vídeo ou de áudio que flagre mensaleiros de alto coturno discutindo a partilha do “faz-me rir”? Não existe. Mesmo contra o ex-ministro José Dirceu, apontado como chefe da “organização criminosa”, há poucos indícios de fato consistentes.

Arruda também foi filmado conversando com Durval e com o chefe da Casa Civil do governo sobre a necessidade de unificar a forma de pagamento de propinas a secretários de Estados e deputados distritais. E outra vez foi filmado ouvindo Durval explicar que 40% do dinheiro arrecadado junto a quatro empresas da área de informática caberiam a ele, Arruda, 30% ao vice-governador Paulo Octavio e o resto ao demais beneficiados.

Há pontos em comum entre os dois mensalões. Primeiro: o dinheiro serviu para facilitar a aprovação na Câmara dos Deputados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal de projetos dos governos Lula e Arruda. Segundo: os presidentes de ambas as Câmaras participaram do esquema. Terceiro: Lula chamou seu mensalão de Caixa 2. Arruda chamou o dele de ação meritória para a compra de panetones destinados a saciar a fome dos pobres.

Sempre se poderá dizer que os mensaleiros do PT demonstraram mais esperteza. Deixaram menos rastros capazes de mandá-los para a cadeia. Os mensaleiros distritais foram confiantes demais, relapsos demais e acreditaram em excesso que escapariam impunes. Produziram o mais bem documentado escândalo da história política recente do País. Coisa de deixar Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, de queixo caído.

Os mensaleiros do PT tentaram se apossar da máquina do Estado, segundo a denúncia acolhida pelo STF. Os mensaleiros de Brasília, não – a máquina do Estado é deles desde que Joaquim Roriz chegou ao poder pela primeira vez. Ele governou quatro vezes. Em 2006, ajudou seu ex-pupilo Arruda a se eleger. Arruda herdou de Roriz parte dos seus auxiliares. Durval foi um. Afinal, por que mexer em time que estava ganhando?

O calendário gregoriano nada tem a ver com o calendário político. A se levar em conta o primeiro, o governo Arruda acabaria no dia 31 de dezembro de 2010. Com base no segundo, o governo acabou na semana passada.

E o Correio Braziliense começa a acordar

Depois de dois dias, o Correio Braziliense parece ter descoberto que existe uma crise no DF. A capa é ilustrada pelas fotos dos deputados recebendo o dinheiro de Durval Barbosa. Mas onde está a foto do Governador com o dinheiro do Panetone? No mais, tentativa de chamar a atenção do envolvimento de magistrados do TJDF e, pela primeira vez, uma manifestação na "Visão do Correio" pedindo "Explicações Já". Parece que o jornal começou a acordar, e mesmo sonolento, vê que é difícil salvar o Governador.

domingo, 29 de novembro de 2009

Para ficar com mais raiva

A sugestão é a leitura do blog de uma das seguidoras do Governador Arruda, a jornalista Ana Maria Campos. Lá ela conta os "bastidores" da Operação. Em um post publicado agora à tarde, ela afirma que "todo o meio político" já sabia das gravações de Durval Barbosa. Na sexta-feira, ela também já tinha escrito que todos sabiam que o ex-secretário seria um "homem-bomba". Agora algumas perguntas para a jornalista:
- Se todos sabiam, qual o motivo do Correio Braziliense nunca ter tocado no assunto?
- Quando você escreverá um texto realmente informativo sobre a operação para as páginas do Correio Braziliense?
- Existe uma ordem da direção do jornal para abafar o caso, assim como já estava acontecendo nos últimos tempos?

No Twitter

No Twitter: twitter.com/odeiocb

Um pouco mais de Correio Braziliense

Quem pega o Correio Braziliense deste domingo acha que nada está acontecendo em Brasília. O jornal dá apenas duas páginas paa cobertura da Operação Caixa de Pandora, praticamente sem citar o governador. O editorial do jornal nem toca no assunto. E nas cartas dos leitores... nada! Será que o Correio não recebeu nenhuma carta/e-mail/telefonema sobre a roubalheira no DF?

Vergonha

Tenho vergonha de morar em uma cidade que consegue eleger Roriz. Tenho vergonha de morar em uma cidade que consegue eleger um mentiroso como governador. Mas tenho mais vergonha ainda de morar em uma cidade em que o principal jornal é o Correio Braziliense. A capa deste domingo é a superação: enquanto a cidade pega fogo com o vídeo do Governador recebendo o dinheiro do Panetone, a manchete principal é sobre o crack! E ali, no meio da página, quase escondida, uma manchete sobre o desejo da OAB de apurar o caso.

As matérias internas (sempre sob responsabilidade das "isentas" Ana Maria Campos e Lilian Tahan) preferem falar da reação do governo. É vergonhoso! Acorda povo do Distrito Federal

sábado, 28 de novembro de 2009

Jornais no dia seguinte à abertura da Caixa de Pandora

Manhã de sábado e as manchetes de todos os jornais destacam a Operação Caixa de Pandora. O Correio Braziliense não teve como escapar. Mas enquanto o Estado de São Paulo destaca "Polícia flagra ‘mensalão do DEM’ no governo do DF" e o Globo traz na manchete "Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados", o CB prefere algo mais discreto: "GDF e distritais são alvo de investigação". Nas matérias internas, poucas referências ao governador, como a detyerminação para afastamento dos investigados (quando ele se afastará?). Mas como não podia deixar de ser, uma matéria de Lilian Tahan e Ana Maria Campos (as fiéis seguidoras dos passos do Governador) segue a linha de desqualificar a principal testemunha: "O homem que fazia grampos ilegais".



Mas qual seria a preocupação do Correio Braziliense com toda a história? Será que o milionário contrato dos Diários Associados com o GDF também possui irregularidades? De concreto até agora apenas uma referência ao modo Arruda de fazer política com a ajuda do CB. Clique aqui para ler o depoimento de Durval Barbosa ao Ministério Público. Na página 14 do arquivo, é relatado um almoço entre Arruda, José Celso Gontijo e Alvaro Teixeira (do Correio Braziliense) em que fica acertada uma campanha "difamatória" contra Durval. Quantos almoços do mesmo tipo devem ter ocorrido nos últimos anos para Arruda determinar as pautas do CB?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A derrocada do governo Arruda e a cobertura do Correio Braziliense

Hoje foi um dia histórico para o Distrito Federal. A operação determinada pelo Superior Tribunal de Justiça jogou na lama um governo que aparecia para todo o Brasil como eficiente, moderno e exemplar. Agora, o governador Arruda terá apenas uma opção: a renúncia! Ao longo de toda a sexta-feira, o jornal Correio Braziliense tentou esconder o governador. Jogou a culpa do ocorrido para secretários e deputados distritais. Ocorre que a operação terá reperceussão nacional, e todos os jornais deverão neste sábado trazer detalhes sobre o envolvimento do governador. Fica nossa curiosidade de saber como será a cobertura do Correio. Aguardemos...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Textos que você não vai ler no Correio Braziliense nº 1

Depois de alguns dias sem atualização, voltamos com a criação de uma nova sessão: "Textos que você não vai ler no Correio Braziliense". Abrimos com um texto do jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital.

Folia terceirizada

Leandro Fortes

O carnaval de Brasília é um horror. Você pode defender muita coisa por aqui – o verde, o céu, o sol, a chuva, a paz, a tranqüilidade, as pistas largas – menos o carnaval. Primeiro porque, todo ano, chove no carnaval. É sempre uma festa mixuruca, mantida por uns poucos foliões recalcitrantes dispostos a colocar nas ruas um simulacro de desfile de escolas de sambas que não passam de um arremedo, quando não uma versão maltrapilha, das escolas de samba do Rio de Janeiro e, vá lá, de São Paulo. O carnaval daqui é tão ruim, que nem o governador José Roberto Arruda, do DEM, empenhadíssimo em comemorar o cinqüentenário da capital federal, em 2010, se arriscou a bolar alguma coisa especial para a folia do ano que vem. Preferiu, na verdade, financiar uma escola do Rio, a Beija Flor, e financiar seus dirigentes, capitaneados por um bicheiro condenado pela Justiça, com dinheiro do contribuinte local.

Na imprensa de Brasília não se lê uma só linha a respeito, mas há pouco menos de dois meses, em 29 de setembro, o banqueiro do jogo do bicho Aniz Abraão David, 65 anos, presidente de honra da escola de samba Beija Flor de Nilópolis, do Rio de Janeiro, recebeu um cheque de 1,5 milhão de reais do governo do Distrito Federal. Até o carnaval do ano que vem, Anísio, como é conhecido o bicheiro, deverá receber outros 1,5 milhão para colocar na avenida o samba enredo “Brilhante como o sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”, em homenagem à criação de Juscelino Kubitschek – que aliás, deve estar se remexendo no túmulo diante de tal homenagem. É também, certamente, por achar que isso é bastante dinheiro público na mão de um contraventor cuja ficha policial daria para cobrir parte considerável da Marquês de Sapucaí.

Aniz Abraão foi preso, pela primeira vez, em 1993, durante um histórico arrastão judicial comandado pela juíza Denise Frossard, no Rio de Janeiro, contra os principais chefes do jogo do bicho no estado. Condenado a seis anos de prisão, ficou apenas três anos na cadeia, de onde foi libertado por bom comportamento. Em abril de 2007, no entanto, Anísio voltou a ser preso, desta vez pela Polícia Federal, durante a Operação Hurricane, acusado de ligação com a máfia de contrabando de máquinas ilegais de caça-níqueis. Libertado por uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, também passou pouco tempo na cadeia. Em outubro de 2008, passou outra rápida temporada no xadrez, acusado de lavar dinheiro da mesma máfia carioca, mas em Natal, no Rio Grande do Norte.

Vale lembrar que entre os registros da Operação Hurricane a PF apresentou grampos telefônicos onde Aniz Abraão faz ameaças a jurados e seus familiares para forçá-los a dar o título de campeã do carnaval 2007 – o que, de fato, aconteceu.

Mesmo com essa ficha corrida, Aniz Abraão David foi colocado no centro de uma negociação nebulosa na qual se envolveram também o irmão dele, Farid Abraão David, presidente-executivo da Beija Flor, o governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), o vice Paulo Octávio Pereira (DEM), a Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa), carnavalescos de Brasília, uma filha de JK, um executivo da TV Globo e um apadrinhado do carnavalesco Joãosinho Trinta, um dos símbolos da escola de Nilópolis. A primeira escola de samba carioca a se interessar pela carnavalesca oferta de recursos distritais foi a Portela, em fevereiro de 2008. Na época, um dos dirigentes da escola, Carlos Monte, pai da cantora Marisa Monte, mandou um pré-projeto de samba enredo ao governador Arruda, antes mesmo do anúncio oficial do GDF. Em seguida, formalizada a disposição do governo local, veio a Brasília o presidente da Portela, Nilo Figueiredo, para se reunir com o vice Paulo Octávio, casado com uma neta de JK, Anna Christina Kubitschek. Mas o peso familiar do criador de Brasília só foi sentido mesmo uma semana depois, quando outra escola de samba do Rio, a Mocidade Independente de Padre Miguel, se interessou pelo patrocínio oferecido pelo governo do Distrito Federal. Os dirigentes da escola se apresentaram para a disputa na capital com uma madrinha especial, a normalmente discreta Maristela Kubitschek, filha adotiva de JK. Em seguida, foi a vez da Porto da Pedra também se apresentar para a disputa. Foi quando o lobby da Beija Flor, até então alheia à proposta de Arruda, decidiu entrar na briga. E o fez pelas mãos de Ricardo Marques, ex-secretário de Cultura do DF durante o mandato-tampão de Maria Abadia, do PSDB, em 2006. Amigo de Joãosinho Trinta, a quem costuma abrigar em Brasília, Marques começou a girar a roda da fortuna a favor da família do bicheiro Aniz Abraão David.

A intermediação política a favor da Beija Flor no GDF foi reforçada pelo deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), primo do bicheiro Anísio e pai do atual prefeito de Nilópolis, Sérgio Sessim, também do PP. A partir de então, a Empresa Brasiliense de Turismo (BrasiliaTur), responsável pelo contrato, estabeleceu como critério que as escolas postulantes tivessem estado entre as cinco melhores colocadas no ranking do carnaval carioca, nos últimos três anos. Com isso, Mocidade Independente de Padre Miguel e Porto da Pedra foram eliminadas, sumariamente.

Em maio passado, o vice Paulo Octávio foi a Nilópolis beijar o estandarte da Beija Flor, depois de ser procurado por outro intermediador de peso, Aloysio Legey, da TV Globo. Por 23 anos, Legey foi responsável pela transmissão do carnaval carioca na emissora da família Marinho, cargo do qual se afastou, no início do ano, por supostas desavenças profissionais internas. No fim das contas, a escola do bicheiro Anísio acabou por conseguir o patrocínio de 3 milhões de reais do governador Arruda sem precisar fazer muito esforço. Isso porque, inexplicavelmente, quatro outras grandes escolas do Rio – Portela, Salgueiro, Grande Rio e Unidos da Tijuca – abriram mão da competição na última hora.

Fazer a Beija Flor desfilar as cores de Brasília é parte de uma estratégia de marketing bolada para dar visibilidade ao cinqüentenário da capital, um dos trunfos políticos do governador Arruda. Para tal, conta com a ajuda do vice Paulo Octávio, também secretário de Turismo, a quem está subordinada a BrasiliaTur – um órgão louco por tertúlias caras. De fato, em 2008, apenas com festas e homenagens, o GDF gastou 26,1 milhões de reais, quatro vezes mais do que o ano anterior. Em 2009, até o final de agosto, 47,1 milhões de reais tinham sido gastos com shows e outras comemorações, segundo levantamento feito pelo Siggo, o sistema de acompanhamento de gastos do GDF disponibilizado aos deputados distritais. Os carnavalescos de Brasília estão longe de receber a mesmo tratamento dado à família do bicheiro Anísio, no Rio. No dia 6 de outubro passado, o presidente da União das Escolas de Samba de Brasília, Frederico Pereira, foi avisado pela BrasiliaTur que a verba prevista para ser distribuída às 18 escolas do Distrito Federal seria diminuída de 3,4 milhões para 2,8 milhões de reais – sem direito a adiantamento, como no caso da Beija Flor.

Ou seja, no carnaval de Brasília, folia mesmo, só com a grana do contribuinte.

Mais textos de Leandro Fortes na Carta Capital e no seu blog http://brasiliaeuvi.wordpress.com/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Correio Braziliense e o Noroeste

A manchete do Correio Braziliense de hoje, dia 17 de novembro é a seguinte: "Uma quitinete por um milhão". Trata-se de mais uma matéria sobre o alto valor dos imóveis no Setor Noroeste.

Por coincidência, o primeiro texto de um colaborador recebido ontem falava justamente sobre o assunto.

"Em tempos em que Ecologia deixou de ser papo de ambientalistas radicais, fico emocionado ao ver o lançamento do bairro mais ecológico do Brasil: o Setor Noroeste.Entitulá-lo assim é de uma cara de pau sem precedentes. Primeiro ocupam uma área de preservação e a destroem. Depois vêm com esse papo de bairro ecológico?Brasília seria a terra que emanaria leite e mel, segundo o sonho de Dom Bosco. Mas como isso será possível com tanto concreto?
Sobre a campanha do jornal a favor da criação do bairro, eis o link:
http://brasil.indymedia.org/media/2009/08//452273.pdf"

O link leva para um trabalho de Alan Schvarsberg que analisa a cobertura do Correio Braziliense do lançamento do Noroeste. Entre vários dados interessantes, o autor traz o valor da publicidade no jornal. Será importante para próximas discussões.
Este blog aos poucos vai se estruturando. E para isso vamos contar com a ajuda de alguns colaboradores. Quem quiser participar com sugestões de asuntos ou com material de análise do jornal, é só entrar em contato pelo odeiocorreiobraziliense@gmail.com.

domingo, 15 de novembro de 2009

Os motivos do blog

O Correio Braziliense é o maior jornal do Distrito Federal. E durante muito tempo foi um bom jornal. Mas nos últimos anos o jornal começou a perder a noção do que é o bom jornalismo. Principalmente no que se refere à cobertura da política do Distrito Federal. As notícias do governo Arruda, por motivos financeiros que trataremos nos próximos posts, é totalmente conivente. Na última semana, o jornal chegou ao cumulo de colocar uma foto do governador depois de uma operação, de pijama e com a perna para cima. Seria algo normal para um jornal preocupado com a sobrevivência. Mas a edição deste domingo trouxe uma surpresa, algo que nem o mais crítico esperava: a Primeira Dama Flávia Arruda foi colocada na capa da Revista da TV! O motivo? A estréia de um programa sobre projetos sociais na TV Bandeirantes. É por conta deste tipo de jornalismo que resolvemos declarar ao mundo nosso descontentamento com o Correio Braziliense. Se você faz parte do grupo dos descontentes, escreva e participe! A capital do país merece um jornal que pratique o bom jornalismo.